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Mostrando postagens de 2013

CULTURA, MERCADO E DIVERSIDADE.

por Lau Siqueira

As demandas culturais envolvem muitos fatores. Por exemplo, a economia e seus arredores. Em algumas cidades do Canadá o debate sobre o orçamento público começa na cultura. Em Paris é a cultura que ordena o desenvolvimento do turismo. No Brasil a questão fica praticamente resumida ao repasse de verbas para projetos culturais individuais ou coletivos e aos percentuais gastos pelos governos. Estas são questões que estão postas e devem mesmo ser debatidas. Mas, não serão determinantes. Existem caminhos silenciosamente esquecidos. Por exemplo, na relação da mídia com a cultura. Na verdade, na relação da mídia com o mercado e deste com a cultura. Algo interessante se observarmos que os canais de difusão são concessões públicas que acabam literalmente privatizados e determinando os modelos culturais da sociedade e seus segmentos tribais.

A cultura representa 5% do Produto Interno Bruto - PIB nacional. Precisamos, pois, dar um pouco mais de atenção aos seus espaços de difusão. …

O espelho azul de Ana Luisa Kaminski

por Lau Siqueira
O que nos interessa no desbravamento dos conceitos de forma e conteúdo é a diminuição das lonjuras. A persistência de um olhar desfragmentado no discurso silencioso da arte. Foi nessa busca, percorrendo versos pelos caminhos da Idade Mídia, que encontrei o lirismo das cores e das formas na obra de Ana Luisa Kaminski - uma artista gaúcha, de Erechim,  que vive em Florianópolis. A delicadeza, a sensualidade, a espiritualidade feminina, a perplexidade de uma predominância azul aberta às tonalidades de cada cor. Ana Kaminski faz da sua arte um ato de serenidade, de ousadia, de liberdade, de paixão, de amor e de permanente inquietação. Elabora através das suas imagens, um discurso para as alcateias e passaredos da própria arte. Até que se cumpra o que dizia Mondrian: “a arte desaparecerá na medida que a vida adquirir mais equilíbrio.” Utopia que cabe  nas cores e na densidade temática que obra de Ana Kaminski  revela. Uma poética de imagens atentas aos desequilíbrios do mun…

A MÍDIA SOU EU

por Lau Siqueira

As redes sociais cumprem um papel de tamanha relevância nas comunicações que até as grandes corporações da mídia tradicional estão no Facebook e no Twitter. As redes têm uma característica interessante: o sujeito abre uma conta  preenche um perfil, coloca uma foto para identificação e logo aparecem os seguidores. Em algum momento, no mesmo formato, na mesma rede social, o cidadão se depara, por exemplo, com o perfil do SBT ou do Estadão. A rigor, os padrões são idênticos. Também, nos últimos anos são milhares de blogs pessoais e portais que oferecem opções de acesso aos temas mais diversos. Logicamente que ainda estamos longe de uma revolução nas comunicações. Mas, ninguém pode negar que o momento é muito especial do ponto de vista da liberdade e da abertura de canais de expressão. A “falta de apoio da imprensa” nunca teve muita consistência na justificativa de insucessos. Hoje, definitivamente, não salva a pele de ninguém. Para um cantor pouco conhecido que deseja most…