A confissão de cada poema não passa de uma mentira sincera. O poeta fala das suas dores sem mostrar o coração sangrando e sem revelar o tempo e o traçado. As escolhas, os critérios, os rigores... tudo isso é atributo de cada um. É tatuagem. O estilo é o DNA do espírito. Por isso o bom poema é uma mistura de rigor e acaso. O inesperado sempre dá a nota final. E o primeiro leitor que se surpreende é o próprio poeta. Um fingidor aloprado que sempre faz de conta que não é com ele. Mas, no fundo cada poeta é exatamente o que escreve porque escrever poemas é, sobretudo, um tipo de comportamento e o comportamento nos define muito mais que o silêncio.
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quarta-feira, 2 de maio de 2018
Mentiras sinceras
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