Trotsky, ao que parece, não foi apenas um revolucionário. Um militante e pensador da revolução permanente. Dizem que foi “boy magia” da Frida Kahlo. Também deu pitaco na literatura. Criticou o que entendia como “altos e baixos” do Maiakovski. Sim, mas Maiakovski, fez-se eterno exatamente pelas impulsões e experimentações da sua obra. Isso requer mergulhos e voos. Pousos, também. O raso e o profundo precisam um do outro. Maiakovski tinha isso. Ele sabia disso. Mas, os comunistas operavam imutabilidades nas mudanças que buscavam. Se matou diante de um stalinismo que eliminava opositores. Não foi só ele. Uma geração inteira de poetas sofreu e morreu. Já Frida Kahlo, era uma personalidade fortíssima fossilizando seu Diego Rivera de cada dia. Ela conseguiu expressar sua rebeldia no silêncio e na densidade da expressão. Seu rosto é um livro. Sua estampa uma coletânea de pedras rijas, mas preciosas. Esta é apenas uma pequena história. O caso é que Frida Kahlo, Maiakovski, Trotsky passaram pelos tuneis obscuros da sua época, arranhando o barro das paredes.
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