Postagens

Mostrando postagens de Agosto, 2009

Antropofagia e linguagem poética no século XXI

.

Por Lau Siqueira

A poesia que vem sendo produzida nesses tempos de blogs, sites, orkut e twitter começa a revelar características muito particulares. A internet desencadeou um processo que ainda está em fase de assimilação pelos pensadores da história e da teoria literária do nosso tempo. A princípio, havia uma inexplicável desconfiança e um parcial desinteresse em relação a esses meios por parte significativa dos escritores. Muito especialmente pelos poetas.

Nos primeiros momentos houve uma tentativa de desqualificar esta produção. Como se a facilidade de veiculação e a interatividade da internet somente permitisse a divulgação de poetas de águas rasas. Certamente que havia um fundo de verdade nisso todo. A internet servia e ainda serve para divulgar muita coisa de qualidade bastante duvidosa. Nos primórdios da rede, as desconfianças eram muitas e a mitificação da nova mídia nos remetia sempre às reflexões de Umberto Eco e seus apocalípticos e integrados.

Em pleno agosto de 2009, me p…

O que é que o governador Maranhão tem contra a cultura?

.

Por Lau Siqueira

Na verdade, não foi nenhuma surpresa a saída do artista plástico Flávio Tavares da Subsecretaria de Cultura do Estado. Afinal, somente os acomodados não se incomodam com circunstâncias comprovadamente criadas por mera pirotecnia política. A insatisfação de Flávio no governo era de uma pulsação impressionante. Artista de amplo reconhecimento e cidadão exemplar, Flávio Tavares deve ter percebido que a mentalidade do governador em relação às políticas de cultura permanecia exatamente a mesma dos seus dois primeiros governos.

De perfil conservador, o arcaico José Maranhão já fez escolhas acertadas para dirigir a cultura do Estado. Não se pode negar. Isso no caso de Flávio e, anteriormente, do poeta Sérgio de Castro Pinto. Entretanto, também Sérgio percebeu que tinha um nome a zelar e que as políticas de cultura estavam desvinculadas das ações prioritárias do marqueteiro Zé, o proclamado mestre de obras. Entre Sérgio e Flávio, nos seus três períodos de governo, Maranhão enc…