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Mostrando postagens de Novembro, 2015

Os idiomas da sonoridade e da imagem.

Por Lau Siqueira



Diz Antônio Cândido que “a expressão é o aspecto fundamental da arte e portanto da literatura.” No caso específico do haicai a expressividade se revela, principalmente, a partir da imagem sugerida. O discurso do olhar é determinante. Esta forma poética está entre as tradições culturais nipônicas que se espalharam pelo mundo. Já construiu, inclusive, uma tradição brasileira. Temos notícia da sua chegada ao nosso país  ainda no século XIX. Em 1908, a imigração japonesa trouxe junto o expressivo haikaista Shuhei Uetsuka (1876-1935). Mais tarde surgem os nomes brasileiros de Afrânio Peixoto e Guilherme de Almeida que, em diferentes épocas, propunham uma formatação tupiniquim. Através dos tempos vimos poetas como Leminski transitar com inventividade pelo haicai. Com versos rigorosamente metrificados, ou não, a verdade é que o Brasil foi produzindo seus grandes haicaistas: Millor Fernandes, Alice Ruiz, Teruko Oda, Goga e outros. Saulo Mendonça aparece com destaque ente os ma…