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Mostrando postagens de Agosto, 2010

O HÁLITO DO FOGO E A ANCESTRALIDADE TRANSGRESSORA DE FRANCC NETO

Lau Siqueira

Para quem banca a própria rebeldia diante da banalização do extraordinário, a experimentação sempre significará um salto no abismo. É como se na hora do salto estivéssemos chegando de uma alameda de dois caminhos que costuram eternidades na obra e no artista. Estas são algumas das senhas para a diáspora dos ímpares, dos que munidos de coragem futurista e densidade ancestral constroem o ato de criar novas estruturas para as sensações e demais significados da condição humana. A idéia do Belo, em Hegel, se refere à “manifestação do verdadeiro tomado em sua aparência sensível”. A obra de Francc Neto nos remete à incontáveis leituras, sobretudo, como “manifestação do verdadeiro em sua aparência sensível.”

“Quando possível, respeitada a natureza peculiar a cada uma das artes, tenderá a desaparecer a diferença de atitudes discernida muito bem por Mário Pedrosa entre poeta e pintor concreto: a fenomenologia da composição cederá lugar a uma verdadeira matemática da composição”, s…