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Mostrando postagens de Dezembro, 2014

¿Qué pasa, Vargas Llosa? ( I )

Por Lau Siqueira



Esperar um voo em qualquer aeroporto não é tarefa divertida. As vitrines são as mesmas. As poucas livrarias exibem biografias e autoajuda. O ambiente é frio. Semana passada, em Guarulhos, entretanto, estanquei meu olhar num livro de Mario Vargas Lhosa. Admiro o peruano, autor de “A guerra do fim do mundo”. Então resolvi comprar “A civilização do espetáculo – Uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura”. O tema não é novidade. Edgar Morin e, muito especialmente Guy Debord já abordaram o assunto. Um tema, aliás, bem instigante e capaz de suscitar muitas reflexões. Os males da espetacularização midiática são por demais conhecidos. A notícia de fácil consumo substituiu o jornalismo crítico, reflexito, investigativo e isso tem um efeito devastador na cultura. É mais um fruto da globalização.

Uma frase na quarta capa do livro, todavia, é uma provocação: “A cultura, no sentido tradicionalmente dado a este vocábulo, está prestes a desaparecer”. Ele se refere à banalizaçã…

DE QUEM É A CULPA?

Por Lau Siqueira


A notícia sobre o assassinato do ator e diretor de teatro Marcos Pinto veio na última terça-feira, em pleno Café em Verso e Prosa. A atriz e amiga Suzy Lopes revelou o triste fato. Pessoa muito querida no meio artístico e um dos profissionais mais dedicados e competentes que já conheci. Marquinhos não deixava espaço para falhas. Suas produções eram muito bem cuidadas. Gostava de ver a forma como se comportava. Era exigente e focado. Fora do trabalho, uma pessoa muito descontraída e carinhosa. A notícia da sua morte chegou fervendo nos meios culturais. A dor se mistura com a revolta. Basicamente nem é revolta contra o assassino. Um pobre diabo que se perdeu do destino. A revolta é contra a banalização da vida que a homofobia revela mesmo nas piadas consideradas “inocentes” e que de inocentes não tem nada.

Nossa sociedade homofóbica, machista e racista contabiliza mortes e mais mortes. Todavia parece que, finalmente, começa a acordar e criminalizar atitudes e ações discri…

PERSPECTIVAS CULTURAIS PARA 2015

Lau Siqueira
A Paraíba é, reconhecidamente, um dos estados que mais produz  arte e cultura no país. Uma terra de artistas imensos e intelectuais brilhantes. Vale citar Pedro Américo, Augusto dos Anjos, Paulo Pontes, José Lins do Rego, José Américo de Almeida, Celso Furtado, Sivuca, Jackson do Pandeiro, apenas como exemplo. Mas, não é só isso. Temos o quinto teatro mais antigo do Brasil. Teatros históricos espalhados pelo interior. Abrigamos o segundo maior centro cultural do mundo - o Espaço Cultural José Lins do Rego. O artesanato paraibano está entre os mais criativos do país. Basta lembrar as rendeiras do Cariri e Mestras como Zefinha, em Pitimbú. Além de abrigarmos sítios arqueológicos e uma história que passa pelo Cangaço e  pela Coluna Prestes. Enfim, a Paraíba possui lastro para desenvolver sua economia a partir do seu patrimônio histórico e das diversas vertentes da sua cultura.

Nossa capital já teve diferentes nomes em diferentes épocas e é a terceira cidade mais antiga do Bras…