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Mostrando postagens de Maio, 2018

Feliz Ano Novo

É uma tristeza silenciosa que dá quando vemos algo precioso sumindo no esgar impreciso dos instantes. Todavia, entre as lembranças do que se perde resta sempre um riso pra fazer parte da melhor lembrança. Pra impulsionar a vida e pra justificar que tudo valeu a pena. Sobretudo, temos que nos descobrir frágeis e humanos. Nossos nervos devassos não sobrevivem ao primeiro amanhecer caso não sejamos capazes de acolher nossos erros. Levantar pelo braço as nossas fragilidades. Somos raros porque somos imperfeitos. Meu sentimento pela vida é de gratidão. Não pelas conquistas, mas pelos aprendizados...

É com o coração, com as emoções fervidas no cio das palavras que queremos edificar nosso pensamento para o ciclo que se inicia. O que virá será fruto destas compressões do peito que tantas vezes nos ampliam diante de um mundo que transborda sempre diante dos nossos olhos. Que não nos falte nunca uma tristeza capaz de nos fazer compreender a razão de um riso sincero. A vida é doce até pelas suas …

Papo de ex

Uma ex me falou certa vez que não acreditava em amizade entre homem e mulher. Isso, logicamente pra fundamentar seu ciúme. Não é só ela. Eu sei que muita gente pensa assim. Mas, confesso que acho esta uma posição bem atrasada e machista. Eu tenho amigas lindas que amo, mas sei e gosto de saber que jamais seriam além de amigas. Não troco minhas amigas por qualquer relação mal resolvida.

Mentiras sinceras

A confissão de cada poema não passa de uma mentira sincera. O poeta fala das suas dores sem mostrar o coração sangrando e sem revelar o tempo e o traçado. As escolhas, os critérios, os rigores... tudo isso é atributo de cada um. É tatuagem. O estilo é o DNA do espírito. Por isso o bom poema é uma mistura de rigor e acaso. O inesperado sempre dá a nota final. E o primeiro leitor que se surpreende é o próprio poeta. Um fingidor aloprado que sempre faz de conta que não é com ele. Mas, no fundo cada poeta é exatamente o que escreve porque escrever poemas é, sobretudo, um tipo de comportamento e o comportamento nos define muito mais que o silêncio.

Final Feliz

Gosto muito de visitar livrarias e sebos. Na verdade, pequenas livrarias. Não essas imensas que só se instalam em shoppings. Hoje, são raras as pequenas e preciosas livrarias. Acho o tal do shopping uma instituição insalubre. Em Porto Alegre está localizada uma das minhas preferidas, a Palavraria. Ontem estive lá, tomei uma taça de vinho e comprei alguns livros de poetas gaúchos. Vou levando pra casa Oliveira Silveira (saudoso), Armindo Trevisan, Ronald Augusto, e Celso Gutfreind. Comprei também um livro da poeta francesa Nathalie Quintane e mais alguns. Imagine, comprei até um livro meu! rsrs... Depois saí caminhando pela Vasco da Gama, atravessando ruas arborizadas... com cara de "final feliz".