A ARTE NOS DIÁLOGOS DA UEPB

Por Lau Siqueira
 

A Universidade Estadual da Paraíba – UEPB, vem aprofundando o diálogo com as artes e com a cultura. Não apenas por ter um Reitor que também é artista. O Professor Rangel Junior é forrozeiro dos bons. A verdade é que a arte vem ganhando espaços generosos na instituição. Não é de hoje que o Professor Joelson, em Monteiro, dialoga com a comunidade cultural do Cariri. Percebo que esta começa a ser uma prática permanente também no Campus IV, em Catolé do Rocha. Tanto em relação ao diretor do Centro, Professor Edivan Junior, ou aos professores Rômulo Lima, o adjunto e Jairo Bezerra, chefe do Departamento de Letras e Humanidades. O Campus conta ainda com outros professores e professoras antenados com a cena cultural. Em Catolé do Rocha, a UEPB tem o privilégio de manter em seus quadros uma artista excepcional, Cristina Carvalho, cujo trabalho vem sendo reconhecido e encanta no primeiro olhar. Já o professor Rômulo, fez história na cultura made in PB, com o Quebra Quilos. Isso tudo é um ganho adicional para alunos e alunas.

Foi um privilégio ministrar a aula inaugural do Campus IV, no último dia 3. Pude perceber que existe por lá uma determinação firme de reconhecer a arte como uma poderosa ferramenta pedagógica. É necessário que isto seja revelado. Pois daquele Campus sairão os profissionais que estarão formando cidadãos críticos, conscientes de seus direitos. Esta é uma provocação que, no caso do Departamento de Letras e Humanidades terá, a médio prazo, um resultado na qualidade do ensino fundamental e do ensino médio. Afinal, é para lá que irão, majoritariamente, esses alunos e alunas depois de formados.

Muito me alegra perceber os resultados de uma UEPB renovada. Em Patos, Itaporanga e outros municípios e ouvi professores da Rede Pública agradecidos pela especialização oferecida por esta universidade. Ou seja: está em curso o pensamento solidário na UEPB. O seu papel social está sendo plenamente cumprido. Este é o resultado da despartidarização de uma instituição que até bem pouco tempo convivia com situações administrativas incompreensíveis. Por exemplo, aumentando em R$ 11 milhões o custeio no ano de 2011, sem construir uma única sala de aula. Para o bem da Paraíba, as coisas mudaram. A UEPB passou a priorizar a formação de pensadores críticos. Aliás, como as grandes universidades do mundo. Foi o que pude sentir no Campus IV. Senti também em Monteiro e percebo na sensibilidade do Reitor, Prof. Rangel Junior. A UEPB nao pode ser instrumentalizada por interesses partidários. Sejam eles quais forem. Cada vez mais, “é preciso estar atento e forte.” Em Catolé do Rocha tive a certeza que esse grito de liberdade, já foi dado.

O texto acima será publicado na minha coluna do Jornal A União de amanhã, dia 11/04/14.

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