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domingo, 3 de junho de 2012

Economia criativa e sustentabilidade

por Lau Siqueira
 

O futuro do planeta depende do grau de sustentabilidadeproporcionado pelo desenvolvimento econômico. Não se pode fugir destarealidade. Está na hora, portanto, de discutirmos processos não predatórios. Pracomeço de conversa, a Paraíba é campo fértil para diversos setores da chamadaEconomia Criativa. Um vetor que aponta para o conhecimento, o desenvolvimentotecnológico, as artes, a produção intelectual e outros babados. Temos por aquinomes de repercussão internacional no campo das artes. Somos o principal polode produção de música erudita contemporânea do país.  Frequentemente tomamos conhecimento que umjovem paraibano, craque na informática, partiu para o exterior a convite docompetitivo mercado de trabalho internacional. Portanto, temos a peixeira e oqueijo de qualho na mão.
O conceito de Economia Criativa nasceuna Austrália dos anos 90, com uma relativa diversidade de interpretações. AInglaterra do ex-primeiro ministro Tony Blair chegou a fundar um Ministério dasIndústrias Criativas. Um filão que já responde por 7% do Produto Interno Bruto- PIB no país  dos Beatles e dos RollingStones. Todavia, tive uma compreensão mais impactante do que significa EconomiaCriativa  quando li um texto do editorchefe do Business Week, Stephen B. Shepard: “Assim como a moeda de trocadas empresas do Século XX eram os seus produtos físicos, a moeda dascorporações do Século XXI serão as idéias. A Economia Industrial estárapidamente dando lugar à Economia da Criatividade. Vantagens competitivasdesfrutadas por grandes empresas no passado são agora totalmente disponíveispara novas empresas em formação, graças à enorme disponibilidade de capital eao poder da Internet. Com a globalização ainda num estágio recente, a Internetpromete afetar as corporações muito mais nos próximos 20 anos do que foipossível fazê-lo nos últimos 5 anos. Nós não esperamos nada menos do que umatransformação radical dessas organizações num cenário em que a economia globalprivilegiará a criatividade, a inovação e a velocidade.”
Este será um dos grandes debates deste início de século XXI. Afinal, o futurodo planeta depende de rupturas e cumplicidades. Não há receita de bolo. Mas, épreciso preparar a massa. A Paraíba é um importante polo universitário. Umceleiro de energias criativas. Poderemos estar um passo a frente no processo dedesenvolvimento brasileiro e mundial. Mas, apenas se a transformação darealidade social estiver no centro das decisões.  Afinal, de que vale pensar políticasdesenvolvimento sem debater as nossas diferenças e vulnerabilidades? Uma cidadecriativa haverá de ser também mais solidária e mais livre. A grande indústria sempre foi a mente humana.

PS. Texto publicado no Jornal da Paraíba de hoje, domingo, 03.06.12

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