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quarta-feira, 23 de julho de 2014

O RETORNO TRIUNFAL DA SINFÔNICA

Por Lau Siqueira


O dia 17 de julho de 2014 marcou a história da Orquestra Sinfônica da Paraíba - OSPB. Uma história que começou em 1945 e soma muitas glórias.  Conta, também, com períodos difíceis. Esta é a trajetória de uma  orquestra que já foi considerada uma das melhores do país. Regida por maestros renomados como Eleazar de Carvalho e Isaac Karabichewsky. Tocou com solistas reconhecidos internacionalmente como Aldo Parisot. A OSPB estava parada há um ano e meio, após cumprir determinação do Ministério Público Estadual. O convênio mantido com a Universidade Federal da Paraíba era considerado ilegal.

Nesse hiato de tempo a OSPB realizou o primeiro concurso público da sua história para a contratação de músicos. O concerto do dia 17 marcou a estreia desses músicos. A maioria muito jovens.  Os contratados vieram compor o quadro com juntamente com os remanescentes. Verdadeiras revelações como o Spalla Thiago Formiga e outros muito experimentados. Músicos paraibanos, mineiros, chilenos, argentinos, franceses... Esta é a nova Orquestra Sinfônica da Paraíba, regida pelo competente e carismático Luiz Carlos Durier.  O maestro já regia há 17 anos a Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba. Durier foi, sobretudo, o grande aglutinador. O grande elo para este retorno triunfal.

O público da orquestra estava saudoso.  As pessoas foram chegando quase ao mesmo tempo. No final, pudemos observar cerca de sete mil pessoas na Praça do Povo para assistir um concerto que começou com música erudita, fez um passeio pelas belas canções da tropicália (com arranjos do maestro Rogério Duprat), terminando no bom e velho forró de Dominguinhos e outros mestres. Essa última parte foi conduzida  pela voz e pela simpatia do sanfoneiro Cezzinha. Era visível o encantamento no olhar das pessoas. Era possível sentir a emoção coletiva. Tanto pelo Espaço Cultural restaurado quanto pelo retorno da Orquestra. Deu para sentir o quanto é imenso o carinho do público paraibano pela sua grande orquestra. Os músicos sentiram aquele grande momento. Estavam radiantes. O próprio solista, Cezzinha, percebeu que estava participando de um momento histórico.


Agora é seguir em frente. A Orquestra Sinfônica da Paraíba retorna com grandes perspectivas. Está de casa nova. Tanto as dependências administrativas, quanto a moderna Sala de Concertos Maestro José Siqueira – uma das mais modernas do país. São novos tempos que aguardam a OSPB. É possível e é preciso sonhar com a possibilidade de colocá-la novamente entre as melhores do país. O bom senso, o equilíbrio e o respeito pelos músicos demonstrados pelo Maestro Luiz Carlos Durier é um caminho seguro para um futuro que começa agora.


O texto acima será publicado no Jornal A União do dia 25/07/14.

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